Uma leve melancolia
me atravessa todo o dia
É a ponte sobre o rio?
Incentiva ao desvario
São as casinhas antigas?
Não as quero assim perdidas
É a música presente
no silêncio que desmente
Existência enganosa
desta alma pesarosa?
Ou é magia que me guia
do delírio à nostalgia,
de um futuro que é passado
de um presente que é pecado?
Fico assim sem resposta
Nem me lanço à aposta
Delicio-me aqui sentada
Lanço mais uma mirada
Vejo a ponte apaixonada
Vejo tudo e sinto nada
Irrompe aflito pela madrugada
este grito de alma penada
Navegante sonhadora
no silêncio de outrora
Sunday, January 25, 2009
Passo os dias a fumar
Passo os dias a fumar, vagueando num outro tempo, onde não vivi. Esfumaço-me no desconhecido, embrenhada de blues e fumo. Beber é embarcar no puro ideal de libertação, reaprisionando-se.
Então passo os a fumar. E apercebo-me da minha nítida percepção:
Já nada sei
Se me perdi
Nunca me achei
Encontrar-me é uma Utopia
Mais que a luta de cada dia
É a sede do que não mata mas mói:
Elixir entorpecente que corrói
Orquídia brava quisera ser
Sou flor do monte até morrer
Errante, perdida neste querer
De murchar com dignidade e poder
Dar o último suspiro ao entardecer
Então passo os a fumar. E apercebo-me da minha nítida percepção:
Já nada sei
Se me perdi
Nunca me achei
Encontrar-me é uma Utopia
Mais que a luta de cada dia
É a sede do que não mata mas mói:
Elixir entorpecente que corrói
Orquídia brava quisera ser
Sou flor do monte até morrer
Errante, perdida neste querer
De murchar com dignidade e poder
Dar o último suspiro ao entardecer
Saturday, October 25, 2008
A Dança das Almas
Alma dançante que me embalas,
Os meus desejos calas.
Esvais-te nos meus olhos vazios,
Com gestos fatais e sombrios.
Alma perdida a minha
Se o ouvido não engana,
A vida é bem mesquinha
Ou é tango que emana?
A música líquida, brutal
une-se ao teu abraço final.
Quente e forte,
Saboreio então a minha morte.
Em plena inconsciência,
ciente de não pensar
Engano a minha ciência,
entrego-me a esse mar!
Vou ao Sul, digo eu
A tua alma é preta, é breu!
E eu busco o calor musical
de um olhar ocasional...
E sigo esgotando almas assim
A minha está já toda consumida
Esta ânsia não terá um fim
Se não encontrar essa alma perdida
Diz-me, alma,
Estás morta ou viva?
Inspiras calma
Inspiras vida
E a cada alma que consumo,
Mato um pouco a minha
Alma, morta ou viva, onde andas, alma minha?
Os meus desejos calas.
Esvais-te nos meus olhos vazios,
Com gestos fatais e sombrios.
Alma perdida a minha
Se o ouvido não engana,
A vida é bem mesquinha
Ou é tango que emana?
A música líquida, brutal
une-se ao teu abraço final.
Quente e forte,
Saboreio então a minha morte.
Em plena inconsciência,
ciente de não pensar
Engano a minha ciência,
entrego-me a esse mar!
Vou ao Sul, digo eu
A tua alma é preta, é breu!
E eu busco o calor musical
de um olhar ocasional...
E sigo esgotando almas assim
A minha está já toda consumida
Esta ânsia não terá um fim
Se não encontrar essa alma perdida
Diz-me, alma,
Estás morta ou viva?
Inspiras calma
Inspiras vida
E a cada alma que consumo,
Mato um pouco a minha
Alma, morta ou viva, onde andas, alma minha?
Monday, September 1, 2008
Fim de Tarde
Foi naquele dia, como se as árvores nos embalassem no seu doce murmúrio ao vento, que eu compreendi que esse murmúrio não fora mais que a ilusão do teu sussurro, e que o meu arrepio era o vento que passava, e eu que jurava ser a tua respiração.
Em dias como esses, finais de tarde amenos, ainda fecho os olhos, e as árvores verdes não são mais que os teus dois olhos brilhantes, profundos, e toco o céu, de olhos fechados ainda, tão suave e doce como a tua pele, mas logo a saudade invade-me e abro os olhos, o ouvido não engana - não ouvira a tua voz.
No íntimo, ainda desejo fechar os olhos, abandonar-me ao sonho... mas tristemente apercebo-me de que com o tempo terei apenas algo de ti, um leve murmúrio, uma vaga memória, a desvanecer como um fim de tarde...
E o desejo, como cada novo amanhecer, pleno de esperança e forte em si mesmo.
Indubitavelmente insaciável.
Em dias como esses, finais de tarde amenos, ainda fecho os olhos, e as árvores verdes não são mais que os teus dois olhos brilhantes, profundos, e toco o céu, de olhos fechados ainda, tão suave e doce como a tua pele, mas logo a saudade invade-me e abro os olhos, o ouvido não engana - não ouvira a tua voz.
No íntimo, ainda desejo fechar os olhos, abandonar-me ao sonho... mas tristemente apercebo-me de que com o tempo terei apenas algo de ti, um leve murmúrio, uma vaga memória, a desvanecer como um fim de tarde...
E o desejo, como cada novo amanhecer, pleno de esperança e forte em si mesmo.
Indubitavelmente insaciável.
Sunday, June 29, 2008
Encontros e Desencontros
Enganei-te. No desencontro das palavras perdidas, perdi o caminho do sol. Continuo quente e a latejar. Sozinha, no escuro. São estas as palavras que nunca encontrarás, que o meu eu não me deixa dizer-tas. E embora eu sinta essa chama que se estende até ao infinito, e por mais simples que seja o caminho, o meu gesto é, será sempre adiado. Guardado no constante desencontro da memória com o passado.
E eu, para ti, sou, serei, fui, (já passei), um breve e lento sussurro que o vento certamente apagou e, receosa, deixei gotas de suor e de saudade que o sol já secou.
E há muito eu parti, misteriosa e estranhamente de ti, para me embrenhar nesta densa mata onde vagueio e onde o sol espreita, timidamente, quando a lembrança me engana o espírito, em dias que julgo ter-te encontrado, ter-te sentido.
Mas fora tudo um sonho, arte do amargo desencontro tantas vezes encontrado, nesses dias de tão frágil e efémera esperança.
Dias esses em que acordo e me mato, para logo mergulhar noutro sonho, e outro, e outro, e outro, para saciar a sede da tua lembrança e desbravar, por fim, essa densa mata, vislumbrando o sol...
Ou para não mais acordar e incansavelmente tentar alcançar uma lembrança cada vez mais forte, mais real de ti.
É assim, nesses dias de tão frágil e efémera esperança.
E eu, para ti, sou, serei, fui, (já passei), um breve e lento sussurro que o vento certamente apagou e, receosa, deixei gotas de suor e de saudade que o sol já secou.
E há muito eu parti, misteriosa e estranhamente de ti, para me embrenhar nesta densa mata onde vagueio e onde o sol espreita, timidamente, quando a lembrança me engana o espírito, em dias que julgo ter-te encontrado, ter-te sentido.
Mas fora tudo um sonho, arte do amargo desencontro tantas vezes encontrado, nesses dias de tão frágil e efémera esperança.
Dias esses em que acordo e me mato, para logo mergulhar noutro sonho, e outro, e outro, e outro, para saciar a sede da tua lembrança e desbravar, por fim, essa densa mata, vislumbrando o sol...
Ou para não mais acordar e incansavelmente tentar alcançar uma lembrança cada vez mais forte, mais real de ti.
É assim, nesses dias de tão frágil e efémera esperança.
Thursday, March 6, 2008
Diálogo com o Vento
Eu estava ali, parada, falando com o vento. As gaivotas rompiam o céu estridentemente, numa fúria, num êxtase tamanhos. E eu contemplava-as, desejando aquela mesma ânsia, assim, vívida e plena, como aqueles seres dos céus.
E o vento lembrou-se:
-Porque contemplas tu, Humana, com tal afinco, os seres celestiais que todos os fins de tardes ousam romper o lençol do Vento Imperador, e desafiar um crepúsculo misterioso e comprometedor?
E eu, Humana, fechei os olhos e deixei que um leve arrepio me percorresse, como que a confirmação de que era o vento, esse inconstante companheiro, quem se dirigia, de seu alto e imensidão infinita, a mim:
-Vento, Vento, que pergunta. Tu que estás em todo o lado, conheces mais do que qualquer outra criatura, deverias já conter a resposta. Tu, sim Tu, que ao fim ao cabo és gaivota também. E podes saborear a liberdade imensa e absoluta que é não estar preso a nada, de estar em todo o lado e em lado nenhum, ainda me perguntas tal coisa? Será dessa arrogância incompreensível, desse pedestal inexistente que não te consegues libertar? Poupa-me as ironias Vento.
Vento: - Contenho sim, contenho perguntas, respostas, silêncios. Contenho tudo o que quero porque eu sou o Vento, o Vento Imperador.
Humana: - Imperador de quê? Imperador da tua angústia? Desse desejo lancinante de te libertares de ti? Oh Vento, tão viajado que és, e tão poucos horizontes conheces de verdade.
És Imperador de ti, do teu ser que auto-controlas e dominas a tempo inteiro, ora voando loucamente, ora soprando ligeiro uma brisa amorosa. Mas escondes, oh se escondes!, o mais profundo desgosto por baixo desse manto de inveja e mesquinhice que tentas provocar...
E o Vento, ergue-se de rompante, o Céu escurece, subitamente. As Aves fogem atormentadas e a trovoada faz rimbombar os vidros das varandas, e os Raios surgem fortes, afiados, cortando o Céu em mil pedaços, que se desfaz, inocentemente, num pranto sem fim.
Mas eu, Humana, não quero saber dos delírios daquele insano e grito, grito pela noite adentro, a verdade ao Vento:
- Escondes o eterno vazio de viveres para sempre tão monótona e arrogantemente, de não envelheceres! O vazio, a angústia, a solidão, a incapacidade de poderes sonhar! Pois já tudo conheces, e nunca foste humano, nem planta, nem gaivota. Anseias por desejar voar e não poder, anseias por não ter água e desejar beber. Afinal Vento, imperas aonde? O quê?
Esse vazio de teres tudo sem, no entando, precisares de dar e, muito menos, receber nada? Sim Vento, és vazio de tudo o que conheces e cheio do nada. Esse nada, reduzido à única vontade de nascer, viver e morrer. De sentir que o Sol é para ti também, pois morrerias sem ele; que a Água não é apenas a colega do dia-a-dia, mas também uma companheira com quem partilhas amor, ódio, derrotas e vitórias, lágrimas e sorrisos.
Por isso partes, incessantemente, numa viagem sem fim, que vem já, desde sempre, com a finalidade de, justamente, terminar o teu caminho, a tua rota sempre tantas vezes percorrida.
Partes constante e obcessivamente, na esperança, na ilusão de um fim de vez, na permanente tentativa de suicídio, sempre e indubitavelmente, falhada.
É por isso, Vento, que me falas assim, amargamente, pois não podes contemplar as gaivotas com a coerência de um louco, como esta Humana contempla.
Pois nunca conseguirás deveras ser livre, embora já o sejas absolutamente, porque vives acorrentado a ti, à tua alma traiçoeira, essa pseudo-alma que nem possuis.
Vives, assim, atormentado a esse pensamento decomposto em realidade ilusória.
E não saberás jamais desta mórbida coerência dos loucos felizes, deste intenso sonho, que é a vida. E, por fim, embora já estejas mais amargo, mais morto, mais podre e corroído que nunca desta insaciedade que é o Mundo..., por fim, jamais saberás o que é o princípio do fim, essa nova e desconhecida, porém não menos misteriosa e atractiva viagem - que é a morte!
_____,,_____
Nota: Texto escrito por mim na noite em que bebi imenso café (e acreditem que exagerei mesmo muito) para passar a noite a "estudar" supostamente... No entanto, como podem ver, durante boa parte da noite, não foi isso que aconteceu.
Depois disto podeis pensar:
a) "Podeis? oh xabalah fawah português... loooliiiix"
b) "8D wtff?? lol coitada vê-se que não tem mais nada que fazer!"
c) "aa.. Laura já experimentaste tomar os comprimidos a horas?"
d) "Mas ela até sabe o que escreve! Original, gostei!" (opção para quem não quer leBar na boca, opção para quem não leu o texto porque era comprido, opção para quem não quer ser sincero)
e) "Comentário personificado" (opção para quem é criativo o suficiente para escrever a sua opinião independentemente destas alíneas, ou, escrevê-la juntamente com a escolha livre de uma destas)
Obrigada a quem leu :D
E o vento lembrou-se:
-Porque contemplas tu, Humana, com tal afinco, os seres celestiais que todos os fins de tardes ousam romper o lençol do Vento Imperador, e desafiar um crepúsculo misterioso e comprometedor?
E eu, Humana, fechei os olhos e deixei que um leve arrepio me percorresse, como que a confirmação de que era o vento, esse inconstante companheiro, quem se dirigia, de seu alto e imensidão infinita, a mim:
-Vento, Vento, que pergunta. Tu que estás em todo o lado, conheces mais do que qualquer outra criatura, deverias já conter a resposta. Tu, sim Tu, que ao fim ao cabo és gaivota também. E podes saborear a liberdade imensa e absoluta que é não estar preso a nada, de estar em todo o lado e em lado nenhum, ainda me perguntas tal coisa? Será dessa arrogância incompreensível, desse pedestal inexistente que não te consegues libertar? Poupa-me as ironias Vento.
Vento: - Contenho sim, contenho perguntas, respostas, silêncios. Contenho tudo o que quero porque eu sou o Vento, o Vento Imperador.
Humana: - Imperador de quê? Imperador da tua angústia? Desse desejo lancinante de te libertares de ti? Oh Vento, tão viajado que és, e tão poucos horizontes conheces de verdade.
És Imperador de ti, do teu ser que auto-controlas e dominas a tempo inteiro, ora voando loucamente, ora soprando ligeiro uma brisa amorosa. Mas escondes, oh se escondes!, o mais profundo desgosto por baixo desse manto de inveja e mesquinhice que tentas provocar...
E o Vento, ergue-se de rompante, o Céu escurece, subitamente. As Aves fogem atormentadas e a trovoada faz rimbombar os vidros das varandas, e os Raios surgem fortes, afiados, cortando o Céu em mil pedaços, que se desfaz, inocentemente, num pranto sem fim.
Mas eu, Humana, não quero saber dos delírios daquele insano e grito, grito pela noite adentro, a verdade ao Vento:
- Escondes o eterno vazio de viveres para sempre tão monótona e arrogantemente, de não envelheceres! O vazio, a angústia, a solidão, a incapacidade de poderes sonhar! Pois já tudo conheces, e nunca foste humano, nem planta, nem gaivota. Anseias por desejar voar e não poder, anseias por não ter água e desejar beber. Afinal Vento, imperas aonde? O quê?
Esse vazio de teres tudo sem, no entando, precisares de dar e, muito menos, receber nada? Sim Vento, és vazio de tudo o que conheces e cheio do nada. Esse nada, reduzido à única vontade de nascer, viver e morrer. De sentir que o Sol é para ti também, pois morrerias sem ele; que a Água não é apenas a colega do dia-a-dia, mas também uma companheira com quem partilhas amor, ódio, derrotas e vitórias, lágrimas e sorrisos.
Por isso partes, incessantemente, numa viagem sem fim, que vem já, desde sempre, com a finalidade de, justamente, terminar o teu caminho, a tua rota sempre tantas vezes percorrida.
Partes constante e obcessivamente, na esperança, na ilusão de um fim de vez, na permanente tentativa de suicídio, sempre e indubitavelmente, falhada.
É por isso, Vento, que me falas assim, amargamente, pois não podes contemplar as gaivotas com a coerência de um louco, como esta Humana contempla.
Pois nunca conseguirás deveras ser livre, embora já o sejas absolutamente, porque vives acorrentado a ti, à tua alma traiçoeira, essa pseudo-alma que nem possuis.
Vives, assim, atormentado a esse pensamento decomposto em realidade ilusória.
E não saberás jamais desta mórbida coerência dos loucos felizes, deste intenso sonho, que é a vida. E, por fim, embora já estejas mais amargo, mais morto, mais podre e corroído que nunca desta insaciedade que é o Mundo..., por fim, jamais saberás o que é o princípio do fim, essa nova e desconhecida, porém não menos misteriosa e atractiva viagem - que é a morte!
_____,,_____
Nota: Texto escrito por mim na noite em que bebi imenso café (e acreditem que exagerei mesmo muito) para passar a noite a "estudar" supostamente... No entanto, como podem ver, durante boa parte da noite, não foi isso que aconteceu.
Depois disto podeis pensar:
a) "Podeis? oh xabalah fawah português... loooliiiix"
b) "8D wtff?? lol coitada vê-se que não tem mais nada que fazer!"
c) "aa.. Laura já experimentaste tomar os comprimidos a horas?"
d) "Mas ela até sabe o que escreve! Original, gostei!" (opção para quem não quer leBar na boca, opção para quem não leu o texto porque era comprido, opção para quem não quer ser sincero)
e) "Comentário personificado" (opção para quem é criativo o suficiente para escrever a sua opinião independentemente destas alíneas, ou, escrevê-la juntamente com a escolha livre de uma destas)
Obrigada a quem leu :D
Monday, August 20, 2007
Antes de embarcar olhei o rio, e a correnteza que levava, levava no vento a mágoa de um triste desafio.
Foi então que oscilei, entre o mormúrio hesitante e o vento decisivo, o orvalho refrescante ou o velho perdigão altivo...
Pus o pé na correnteza e senti toda a leveza de um livro em branco, vazio.
Inspirei um novo ar, reverti-me toda em mar, num profundo desvario.
Está na hora de voltar, de voltar para de onde vim, não da cinza nem do pó nem da luz nem do ar, mas de inverter o curso do rio e converter o meu mar em vazio, todo ele de um suspiro muito ainda a navegar, todo ele um riacho, a imensidão de um detalhe e a simplicidade de um abraço com que me lancei de valente à correnteza e me embalei na leveza de um começo, de um rio!
Foi então que oscilei, entre o mormúrio hesitante e o vento decisivo, o orvalho refrescante ou o velho perdigão altivo...
Pus o pé na correnteza e senti toda a leveza de um livro em branco, vazio.
Inspirei um novo ar, reverti-me toda em mar, num profundo desvario.
Está na hora de voltar, de voltar para de onde vim, não da cinza nem do pó nem da luz nem do ar, mas de inverter o curso do rio e converter o meu mar em vazio, todo ele de um suspiro muito ainda a navegar, todo ele um riacho, a imensidão de um detalhe e a simplicidade de um abraço com que me lancei de valente à correnteza e me embalei na leveza de um começo, de um rio!
Tuesday, July 10, 2007
Derradeiro Entardecer
A Vida é um derradeiro entardecer que não espera por nós.
Apenas revelará as estrelas que farão valer a nossa luta e a nossa vontade!
A Beleza
A Beleza é espontânea.
É o auge da flor matreira que nasce à desventura no meio do campo.
Não surge quando queremos e nem quando desejamos e, jamais, quando merecemos.
Surge sim, quando menos esperamos.
Subscribe to:
Posts (Atom)
